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Nova edição do SEEG é apresentada na Conferência Brasileira de Mudança do Clima

Houve um acréscimo de 0,3% nas emissões brasileiras



A 7ª edição do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, para o período 1970 – 2018, foi lançada nesta quarta-feira (06/11), no auditório do Paço Alfândega, no Recife, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC).


Os dados das emissões históricas do Brasil foram apresentados por Tasso Azevedo, coordenador do SEEG/Observatório do Clima. O Sistema apontou um acréscimo de 0,3% nas emissões brasileiras no período 2017-2018, decorrente do aumento do desmatamento na Amazônia, Cerrado e outros biomas. “Tivemos queda no setor de energia quanto a emissões de Gases de Efeito Estufa, o que é muito importante, pois é a primeira vez que isso acontece. Mas, as emissões por conta do desmatamento compensaram essa redução”, destacou Azevedo.


O relatório com dados abertos e disponível na plataforma seeg.eco.br indicou que, no Brasil, a maior geração de Gases de Efeito Estufa vem das mudanças de uso da terra, que responde por 44% do total de emissões de 2018, especialmente por conta do desmatamento.


Para o coordenador do SEEG/Observatório do Clima, Tasso Azevedo, nas emissões da série histórica de 1990 a 2018, os maiores emissores de CO2 são os estados do Pará, seguido do Mato Grosso, por abrigarem as maiores áreas de desmatamento e do agronegócio. Por outro lado, os estados com menor emissão estão no Norte e no Nordeste do país. “Existe aqui uma injustiça climática, pois os estados que menos emitem serão os mais afetados pelos efeitos das alterações no clima”, e, completou: “nossa forma de compensação está piorando no que equivale a média mundial”.


De acordo com os dados líquidos das emissões, com relação ao que foi emitido e removido de carbono, existem três estados brasileiros com emissões negativas: Amazonas, Amapá e Roraima. “Esses três estados ocupam hoje uma posição onde o mundo deve estar depois de 2050”, ressaltou Azevedo.


Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos com informações de Flávia Cavalcanti

Foto: Lu Rocha, da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) de Pernambuco

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