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 CONTEXTO

Qual é o contexto atual da CBMC?

A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) é uma iniciativa coletiva e apartidária, nascida em 2019, para demonstrar o engajamento e o compromisso da sociedade brasileira com a agenda climática e suas implicações sociais. A CBMC, desde sua primeira edição, é idealizada e coordenada pelo Instituto Ethos com a participação de um diverso grupo de correalizadores públicos e privados.

A estrutura e condução metodológica da CBMC traz a força da pauta da emergência climática, acrescida do interesse no aumento constante de ambição pelos diversos atores sociais, buscando a manutenção dos compromissos assumidos na NDC brasileira, principal documento para a orientação da ação climática. A CBMC busca, através do amplo diálogo, formular estratégias que contribuam de maneira decisiva para o cumprimento dos objetivos climáticos e para uma maior presença dos temas ambientais na agenda empresarial brasileira, suas articulações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e com o estabelecimento de políticas públicas que estimulem e acelerem o processo de adaptação e resiliência brasileira. 

Desde que foi criada, a CMBC propõe a construção de conteúdo através do contato próximo com as organizações correalizadoras, a fim de comportar, não só na programação, mas nos produtos, a pluralidade de visões e a complexidade de desdobramentos que a emergência climática apresenta.

Ainda em 2019, lançamos a Declaração do Recife, uma carta aberta cujo principal objetivo é: “promover a mais ampla divulgação dos esforços da sociedade brasileira para implementar as ações da nossa NDC e para a superação das vulnerabilidades climáticas”. A Declaração conta com compromissos setoriais para as principais categorias de atores que compõem o Grupo CBMC. Desde 2020, a Declaração passa por rodadas de monitoramento dos compromissos assumidos, estimulando o aumento da ambição climática anualmente.

Na busca pela ampliação de esforços no combate à crise climática e institucional, a CBMC procura se colocar contra as ilegalidades que ameaçam a floresta, a biodiversidade, os direitos humanos, a integridade e a transparência, estabelecendo-se como um espaço democrático para o enfrentamento à emergência climática no Brasil. Em 2022, a CBMC acontecerá de maneira descentralizada, contando com atividades ao longo de todo o ano, em formato online ou presencial nas cidades e estados parceiros. Com a perspectiva eleitoral, a CBMC concentrará suas atividades em maio, junho e julho de 2022, buscando influenciar e propor ações aos candidates, dando ênfase e centralidade à agenda de clima nas discussões eleitorais.

 

Em 2022, as atividades da CBMC estão permeadas pelo eixo narrativo: “Emergência e vulnerabilidade climática: impactos e soluções”, buscando um diálogo mais abrangente com a agenda internacional, com os novos enxertos do sexto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês), que encaminham questões de adaptação, mitigação e vulnerabilidade climática, interseccionando a agenda de clima com a agenda de direitos humanos e direitos de acesso. Fora isto, busca-se alinhamento com a COP 27, que acontecerá em território africano pela primeira vez. 

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Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais tempo. 
(...) Vamos frear as emissões de promessas mentirosas e irresponsáveis; vamos acabar com a poluição das palavras vazias, e vamos lutar por um futuro e um presente habitáveis.

TXAÍ SURUÍ,  jovem liderança indígena brasileira, em discurso na COP26