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As boas práticas de conservação e a produção agrossilvipastoril

CBMC analisou alternativas no campo para mitigar o aquecimento global


O termo agrossilvipastoril, que integra lavoura, pecuária e floresta, permite a conservação ambiental e integração com o bioma mais comum na região Nordeste: a Caatinga. Para dialogar sobre os Benefícios e desafios da integração da produção agrossilvipastoril às práticas de conservação da biodiversidade e sua contribuição mitigadora ao aquecimento global, Aline Tristão, diretora executiva da FSC Brasil; Marcelo Langer, vice-coordenador do BioCycleS/UFPR; Rodrigo Mauro Freire, coordenador de Floresta & Clima do Programa Amazônia da empresa The Nature Conservancy; Ivan Crespo, professor e pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Carlos Eduardo Menezes da Silva, professor da Universidade Federal de Pernambuco se uniram durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC), realizada no Recife, em novembro.


Rodrigo Mauro Freire explanou sobre o cacau, relatando a experiência no Projeto Cacau Floresta. “A partir do momento em que a Amazônia Brasileira está num ritmo de destruição grande, é perceptível que precisamos pensar numa forma de desenvolvimento sem perda de recursos naturais”, disse o coordenador da The Nature Conservancy. Freire ainda ressaltou que o cacau, cujo Brasil é o 8º maior produtor mundial, tendo o Pará como o maior estado produtor no país, já vem sendo manejado pelos indígenas por mais de 14 mil anos. “A agricultura familiar domina a área de cacau na Amazônia e o sistema agroflorestal do cacau foi reconhecido por restaurar áreas”, destacou.


Ainda sobre o sistema agroflorestal, Ivan Crespo, não só apresentou o conceito, que segundo ele é “uma combinação de elementos e espécies”, mas também relacionou os benefícios. “Através do sistema agroflorestal é possível mudar a vida das pessoas, contribuindo no desenvolvimento regional. Conservação pressupõe a manutenção, então conservar pelo uso é uma questão vital”, disse o professor e pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR).


Crespo observou ainda o aquecimento global versus a produção alimentar. “O crescimento da população mundial causa uma potencial pressão nos recursos naturais. Ao mesmo tempo, a precarização do sistema político exclui pessoas, tornando-as muito mais vulneráveis. Todo esse processo interfere na questão de mudança do clima, no qual ações locais poderão impactar em ações globais”, avaliou.


O também professor universitário, Carlos Eduardo Menezes da Silva, analisou os investimentos financeiros para esta demanda. “Enquanto temos 50 bilhões gastos para atividades que vão no sentido contrário na ação de mitigação de riscos climáticos, considera-se que apenas 12 bilhões seriam suficientes para serviços ambientais focados na manutenção de florestas. São 50 bilhões que deixam de ser investidos em áreas necessárias”, pontuou o professor da Universidade Federal de Pernambuco.



Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

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