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Pernambuco lança inventário de Gases do Efeito Estufa na CBMC

Documento analisa as emissões de CO2 no período de 2015 a 2018




Um estudo inédito sobre as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) em Pernambuco foi lançado, no dia 6 de novembro, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC), no Recife. O inventário de GEE foi elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a organização internacional Under2, que desenvolve o programa de Pegada Climática com diversos países. O documento analisa as emissões de CO2 no período de 2015 a 2018 e revela que o maior volume de emissões está nos setores de resíduos sólidos e de pecuária, agricultura e usos do solo.


Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, José Bertotti, a pesquisa mostra que as emissões se mantiveram estáveis nesses quatro anos, com uma pequena variação para menos. A emissão total registrada foi de 20.199.285 tCO2e (CO2 equivalente) em 2015, passando para 19.366.120,5 tCO2e em 2016, depois para 19.181.151,7 tCO2e em 2017, por fim chegando a 19.464.390,3 tCO2e em 2018. Os principais emissores são os resíduos urbanos coletados devido aos lixões e aterros sem aproveitamento energético; pecuária, por conta da liberação de gases no processo de criação de animais; e a queima de combustível fóssil (diesel e gasolina comum).


O levantamento segue normas e metodologias estabelecidas pelo IPCC (sigla em inglês que significa Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Ele abrange cinco setores: energia estacionária, transporte, resíduos (tratamento de efluentes e destinação de resíduos sólidos urbanos), processos industriais e uso do solo, que engloba agricultura e pecuária. Em 2018, o setor de resíduos foi responsável por 29,2% das emissões, sendo acompanhado de perto pelos usos do solo com 29,1%.


Para Bertotti, os dados vão ajudar a estabelecer metas concretas na diminuição de emissões, sendo um instrumento norteador da revisão do Plano de Enfrentamento às Mudanças do Clima. “Com base nesse estudo, vamos nos debruçar em estabelecer metas ousadas para reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa; definir novos incentivos à economia verde e tecnologias sustentáveis; atualizar o plano de mitigação e de adaptação do ambiente costeiro e do semiárido; estabelecer apoios aos municípios; monitorar e divulgar implementações de políticas de enfrentamento às mudanças climáticas”, analisou o secretário estadual de Meio Ambiente, que usou de um exemplo para explicar a gravidade da situação, caso medidas não sejam adotadas. “Se houver uma elevação do nível do mar de 50 cm, como é previsto, teremos praticamente toda a cidade do Recife submersa”, concluiu.


Dados do inventário


2015

Agricultura, pecuária e usos do solo – 27,4%

Resíduos – 25,5%

Transporte – 24,6%

Energia estacionária – 20,3%

Processos industriais – 2,1%

Emissão total: 20.199.285,7 tCO2e


2016

Agricultura, pecuária e usos do solo – 28,3%

Resíduos – 26,5%

Transporte – 25,5%

Energia estacionária – 18,0%

Processos industriais – 1,6%

Emissão total: 19.366.120,5 tCO2e


2017

Agricultura, pecuária e usos do solo – 26,2%

Resíduos – 28,2%

Transporte – 26,3%

Energia estacionária – 18,4%

Processos industriais – 0,9%

Emissão total: 19.181.151,7 tCO2e


2018

Agricultura, pecuária e usos do solo – 29,1%

Resíduos – 29,2%

Transporte – 24,5%

Energia estacionária – 16,7%

Processos industriais – 0,6%

Emissão total: 19.464.390,3 tCO2e



Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos, com informações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) de Pernambuco

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