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Livro e debates trazem a urgência climática e a mobilização de indígenas, jovens, mulheres, governos

Atualizado: 18 de out. de 2021


A 3ª CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MUDANÇA DO CLIMA CONTOU, NO SEU 2º DIA, COM LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE PREFEITURAS, EMPRESAS, MULHERES, JOVENS E INDÍGENAS SINTONIZADOS COM METAS AMBIENTAIS MAIS AMBICIOSAS


O lançamento da nova edição (online e gratuita) do livro “Mudanças do Clima: Tudo que você queria e não queria saber”, do doutor em Economia Ambiental pelo Imperial College London, Sergio Margulis, serviu como síntese do segundo dia da 3ª Conferência Brasileira de Mudança do Clima. O autor comentou a obra ao lado de Anja Czymmeck e Ana Abreu, respectivamente diretora e coordenadora de projetos de descentralização e desenvolvimento sustentável da Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil. Produzido em parceria pela Fundação Konrad Adenauer (KAS) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS), a obra está disponível para download (https://www.mudancasdoclima.com.br).

“Diante da dimensão do problema do aquecimento global, é fundamental que governos estejam agindo, mas esse movimento vai depender do nível de informação e preocupação das pessoas sobre o tema. Por isso, escrevi para o grande público, explicando o risco que o planeta corre, mas também apontando o que é possível fazer”, disse Margulis.

O painel “Sociedade e Desigualdades na Amazônia em Tempos de Mudanças Climáticas”, às 9h30, mostrou os desafios enfrentados pelas cidades dessa região, com problemas sistêmicos que afetam a saúde de sua população, e como a cultura e a arte popular podem ser formas de resistência em defesa do bioma. Como resumiu uma das participantes, a oceanógrafa paraense Micaela Valentim, “existem várias Amazônias dentro da Amazônia, mas todas têm em comum a vulnerabilidade social”.

Na sequência, às 11h, o painel “Governanças climáticas” deu oportunidade para que as prefeituras de Macaé, Maringá e Palmas mostrassem as ações implementadas visando alcançar as metas de neutralização de carbono para 2050. Diante dos projetos apresentados, muitos deles integrados em áreas diversas da gestão municipal, o mediador, Luciano Paez, titular da Secretaria do Clima de Niterói (a primeira do gênero no país), observou como “a transversalidade do tema ambiental exige uma gestão integrada”.

Tanto a transversalidade como a necessidade de gestão integrada ficaram latentes no painel “Protagonismo das vozes locais nas ações climáticas no Brasil” (14h). Como afirmou Txai Suruí, ativista do Povo Paiter Suruí e Coordenadora do Movimento Juventude Indígena de Rondônia, “não há como falar em solução para os povos indígenas sem que estejamos presentes no debate, precisamos participar das decisões”.

Os demais painéis do dia revelaram como a urgência climática já influencia a tomada de decisões na economia. Seja no painel mediado pelo diretor presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, “Aumentando a ambição climática brasileira e caminhos para a descarbonização empresarial” (17h30), que reuniu Denise Hills, diretora global de sustentabilidade da Natura, Domingos Campos, diretor de sustentabilidade da Hydro, e Maya Colombani, diretora de sustentabilidade da L´Oréal Brasil; no painel “Mulheres na vanguarda da transição energética” (16h), com moderação de Michelle Ferreti, do Instituto Alziras e a participação da prefeita de Jandaíra (RN), Marina Dias, da deputada estadual (PB), Pollyanna Dutra e de Natalie Unterstell (Instituto Talanoa); ou "Financiamento climático e economia indígena: Lacunas e oportunidades para uma Amazônia Viva" (18h) – com a participação de Alessandra Munduruku (ativista indígena), Rosa dos Anjos (Fundação Amazônia Sustentável),André Fernando Baniwa (OIBI), Marysol Goes (FAS), Telma Taurepang (UMIAB) e Virgilio Viana (FAS).

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