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Emergência climática e metas mais ambiciosas para a NDC brasileira pautam a 3ª edição da Conferência

EVENTO COMEÇA NA PRÓXIMA SEGUNDA, DIA 27, E TERÁ TRANSMISSÃO ONLINE E GRATUITA. SERÃO CINCO DIAS DE DEBATES, COM A PRESENÇA DE GOVERNADORES, LIDERANÇAS INDÍGENAS, JOVENS ATIVISTAS E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL


A urgência da pauta climática e de meio ambiente está no centro dos debates da 3ª edição da Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC), que começa na próxima segunda, dia 27 de setembro e vai até sexta, dia 1 de outubro. Serão cinco dias de diálogos entre representantes de organizações não governamentais, movimentos sociais, povos indígenas, governo, comunidade científica e os setores público e privado. Totalmente gratuito e online, o evento terá transmissão pelo canal do Instituto Ethos, um dos realizadores, no Youtube. Ao lado do Ethos estão, entre os principais correalizadores, a Fundação Konrad Adenauer (KAS), o Instituto Clima e Sociedade (ICS), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e a Secretaria do Clima de Niterói.


Governadores, prefeitos e secretários de Meio Ambiente estarão presentes na ampla programação. Paulo Câmara, governador de Pernambuco, que sediou a primeira edição da CBMC, em 2019, falará no painel de abertura, juntamente com Luciano Paez, Secretário Municipal do Clima de Niterói, primeira secretaria do gênero do país, recém-criada pelo município, ao lado de porta-vozes das entidades correalizadoras do evento. Flávio Dino, governador do Maranhão, será o palestrante do painel “Clima e Desenvolvimento: visões para o Brasil 2030”, na quinta, dia 30, às 9h30m. No mesmo dia, às 18h10, representantes do legislativo municipal, estadual e federal participarão do painel “Clima de Eleição: A inserção da agenda climática nas candidaturas de 2022”. Além de Vinicius Parracho, Vereador de Porto Seguro/BA, Marina Helou, Deputada Estadual de São Paulo, a mesa contará com Joênia Wapichana, primeira indígena eleita Deputada Federal e Coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas no Congresso Nacional.

Iniciativa coletiva que surgiu quando o Brasil decidiu deixar de sediar a COP 25 (Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), a CBMC tem, entre suas discussões centrais deste ano a construção de metas mais ambiciosas para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. Três diferentes painéis serão dedicados ao assunto. Logo na segunda, dia 27, às 14h, haverá o diálogo “A NDC brasileira como política pública nos territórios: perspectivas da sociedade civil, povos indígenas, comunidades tradicionais e juventude periférica”, que contará com a participação de Marcelo Rocha, ativista climático e diretor executivo do Instituto AYIKA, e de Américo Sampaio, coordenador do Portfólio de Comunicação e Engajamento do Instituto Clima e Sociedade (ICS). Na terça, dia 28, o tema será abordado no debate “Aumentando a ambição climática brasileira e caminhos para a descarbonização empresarial”, que pretende explorar os desdobramentos das metas assumidas pelos diferentes atores sociais no que tange práticas de descarbonização. E na sexta, dia 1 de outubro, o último debate da Conferência será “Recomendações empresariais para uma NDC brasileira mais ambiciosa”, que apresentará as indicações do Instituto Ethos, em parceria com empresas associadas, a serem encaminhadas para lideranças políticas e empresariais.


O desenvolvimento sustentável da região amazônica, bem como a escuta dos povos nativos é outro foco do evento, que reunirá lideranças e ativistas indígenas como Alessandra Munduruku, vencedora do Prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos; Dinamam Tuxá, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a jovem ativista Txai Suruí e Alana Manchineri, militante do movimento de mulheres indígenas e comunicadora na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). Eles estarão em debates como o painel “Protagonismo das vozes locais nas ações climáticas no Brasil”, que acontecerá na terça, dia 28, às 14h; na discussão sobre “Financiamento climático e economia indígena: lacunas e oportunidades para uma Amazônia Viva”, também na terça, 28, às 18h20m; e ainda na mesa “Vozes da Amazônia pela Ação Climática”, no último dia de evento, às 13h. Na sequência, às 15h, “Mercados de Carbono e o Artigo 6: um debate sobre a garantia de direitos pela perspectiva indígena” será o tema do painel moderado por Sonia Guajajara, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e primeira mulher indígena a se candidatar ao Executivo federal, em 2018, como vice-presidente.


O papel engajador da juventude na agenda do clima, a segurança climática como direito para crianças e adolescentes, bem como a emergência de carreiras ligadas ao tema como oportunidade de trabalho para os jovens são outros temas que prometem mobilizar a audiência durante os cinco dias de CBMC.

Os correalizadores da CBMC 2021 são: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Centro Brasil no Clima (CBC), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Ethos, Fundação Amazonas Sustentável (FAS), FGV/EAESP – Centro de Estudos em Sustentabilidade, Fundacion Avina, Hivos, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Instituto Alana, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), Fundação Konrad Adenauer (KAS), Observatório do Clima, Prefeitura do Recife, Projeto Saúde & Alegria, Rede Brasil do Pacto Global, Rede de Cooperação Amazônica (RCA), Reos Partners, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Goiás (SEMAD-GO), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pernambuco, Secretaria Municipal do Clima de Niterói. The Climate Reality Project Brasil e Youth ClimateLeaders.



O que é a CBMC


A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) é um encontro anual que reúne organizações não governamentais e da sociedade civil, movimentos sociais, associações de povos, comunidades tradicionais, governos, comunidade científica e instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de diálogos e propostas de implementação da NDC brasileira, documento-produto do Acordo de Paris, no qual o Governo brasileiro apresenta compromissos e contribuições de descarbonização de sua matriz de emissões de gases de efeito estufa, com objetivo de garantir a manutenção do aumento de temperatura terrestre em 1,5ºC. A CBMC é uma iniciativa apartidária, de organização coletiva e tem como base a NDC Brasileira, o Acordo de Paris e a agenda 2030 da ONU.


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